terça-feira, 1 de março de 2016

Andy Murray investe em cinco start-ups britânicas através da Seedrs



O tenista Andy Murray investiu já em cinco start-ups britânicas, em 2016, através da plataforma de “equity crowdfunding” Seedrs. Mais investimentos através desta plataforma luso-britânica podem ter lugar este ano.
Andy Murray é um dos tenistas mundiais mais conhecidos. Com 28 anos, o britânico anunciou no ano passado uma parceria com a plataforma luso-britânica Seedrs e é, além de investidor, um dos conselheiros desta plataforma de "equity crowdfunding".

Na sua página oficial, o tenista anunciou nas últimas horas que investiu, através da Seedrs, em cinco start-ups britânicas em 2016 e que "planeia fazer mais investimentos nesta plataforma à medida que o ano prossegue no âmbito da sua relação estratégica com a Seedrs". 

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Equipa da Web Summit em Lisboa


Equipa da Web Summit andou por Lisboa e diz que a capital portuguesa “é o paraíso das startups”

Uma das maiores conferências mundiais de empreendedorismo muda-se este ano para Lisboa. É só em novembro mas na última semana uma equipa da Web Summit tem estado na capital portuguesa e aparentemente tem adorado.
Ryan Hopkins, um dos 25 engenheiros que aterraram em Lisboa há uma semana para começar a trabalhar na próxima edição do evento, a primeira na capital portuguesa, já explicou online como tem sido a semana e como trabalha a equipa. Por aí ficou a saber-se que o grupo começou por trabalhar em novas ideias, que ao longo do fim de semana foram amadurecidas e preparadas para serem votadas pelo resto da equipa, escolhendo os projetos que ocupariam o resto da semana. No diário de bordo Ryan Hopkins, publicado no blog da Web Summit, explica-se que a grande vantagem de passar uma semana a trabalhar na próxima edição da conferência em Lisboa está na oportunidade de contactar diretamente com outras pessoas e outras ideias, o que não seria possível a partir do quartel general da Web Summit na Irlanda.
Para fomentar este potencial, ao longo da semana foram promovidos dois eventos de interação com a comunidade local de programadores. O último aconteceu esta quinta-feira no Business Center do Aeroporto de Lisboa. Serviu para a equipa de engenharia se apresentar, mostrar qual o seu papel na organização do evento e que tecnologias usa, mas também teve espaço para algumas talks de programadores nacionais. Nos dias anteriores estiveram abertas as inscrições que permitiram garantir um lugar nestas talks de 5 a 10 minutos.
O evento foi animado com pizzas e cerveja, para quem conseguiu um lugar. Não estivemos lá mas já sabemos que não foram todos os que tentaram, porque a sala foi pequena para acolher todos os que responderam à chamada dos engenheiros da Web Summit. Dois dias antes, a mesma equipa já tinha promovido outro evento em estilo mais informal, com o mesmo propósito de conhecer e trocar ideias como a comunidade de programadores nacional. Aconteceu no Hennessy, um pub no Cais do Sodré.
Ao que é possível apurar nas redes sociais a equipa sai de Lisboa impressionada com a cidade. Publicou entretanto no Facebook um vídeo onde mostra o Parque das Nações, com destaque para o Meo Arena, que será o palco principal da edição de 2016 da conferência, que também é uma mostra de tecnologia. Foi recolhido durante um passeio de teleférico de dois membros da equipa.

Mas também há ideias mais concretas sobre a cidade. Andrew Kenny, outro membro da equipa de engenheiros que passou a semana em Lisboa, escreveu no Twitter que a capital portuguesa está a transformar-se numa das suas cidades favoritas. Paddy Cosgrave, presidente executivo da Web Summit, escreveu esta quinta-feira na página de Facebook do evento que "Lisboa é o paraíso das startups: 60 cêntimos por um café, Wi-Fi gratuito em todo o lado, sreet art inspiradora, arrendamento barato e ótimos cafés".

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Os cinco factores que estão a arrastar as acções do BCP

O impacto do Novo Banco para o sector financeiro, a incerteza regulatória na Polónia e a subida do prémio de risco são alguns dos factores que estão a afundar as acções do banco português.
As acções do BCP continuam a destacar-se com quedas acentuadas na bolsa de Lisboa. Em apenas cinco sessões o banco liderado por Nuno Amado afunda mais de 28%, com as acções a tocarem níveis de Setembro de 2012. Mas o que está, afinal, a determinar estas descidas tão expressivas? São várias as razões, internas e externas. Conheça cinco factores que estão a pressionar as acções.
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  2. 1. Novo Banco causa preocupação
A decisão do Banco de Portugal de envolver a dívida sénior na recapitalização do Novo Banco está a causar preocupação entre os investidores, que temem as implicações negativas desta decisão para os restantes bancos. "O prejuízo das resoluções do Novo Banco e Banif para o Fundo de Resolução, onde o BCP tem uma quota de 20% são factores de preocupação para os investidores", explica Pedro Lino, administrador da Dif Broker. Num encontro com investidores em Londres, organizado pelo Haitong, o banco terá admitido, segundo uma nota divulgada ontem, que a decisão de impor perdas aos investidores de dívida sénior no Novo Banco "pode ser negativa para o sentimento dos investidores e o acesso ao mercado do BCP. 
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  2. 2. Incerteza na Polónia
A par das preocupações internas, o BCP está ainda a ser castigado por factores externos. As dúvidas em relação à forma como será realizada a conversão de créditos em francos suíços para zlotys na Polónia, país onde o BCP detém o Bank Millennium, estão a penalizar as acções. Os investidores estão preocupados com o custo que esta conversão poderá ter para as instituições no país. Ainda assim, recentemente o presidente da Polónia propôs uma nova legislação para a conversão dos créditos, defendendo a negociação da taxa de câmbio, em vez da aplicação da taxa que vigorava no momento em que foi contraído o empréstimo, uma alternativa que, na opinião dos analistas, será menos desfavorável para o BCP.
  1. 3. Instabilidade nas bolsas mundiais
O ambiente de incerteza que se vive nos mercados accionistas mundiais está a arrastar a maioria das empresas cotadas, sendo a bolsa lisboeta uma das mais castigadas na Europa. O PSI-20 cai já 13,8% em 2016, penalizado pela forte descida da banca e pela exposição a países dependentes do petróleo, como é o caso de Angola. Para Albino Oliveira, analista da Patris Investimentos, "o enquadramento desfavorável observado nos mercados financeiros internacionais, com o sector financeiro penalizado pelas recentes preocupações relativamente à economia global" é um dos principais factores de pressão no banco.
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  2. 4.Prémio de risco agrava custos
O agravamento da percepção de risco de Portugal está a penalizar as acções da banca portuguesa. Ainda que o agravamento dos custos de financiamento do país tenha um impacto negativo na bolsa em geral, o sector financeiro é um dos principais penalizados pelo aumento do prémio de risco. O diferencial entre a dívida portuguesa e o mercado de referência alemão disparou nos últimos dias para o valor mais elevado em seis meses, com os investidores a procurarem activos de refúgio e também depois da BlackRock ter adiantado que os investidores podem ter medo da dívida portuguesa devido às recentes situações da banca nacional.
  1. 5. BCP na mira dos especuladores
O BCP é uma das cotadas nacionais que está a ser alvo de apostas negativas por parte dos especuladores. Tal como o Negócios avança esta quarta-feira, 20 de Janeiro, o banco liderado por Nuno Amado é um dos títulos com maior proporção de posições a descoberto. O peso das posições curtas aumentou face ao início do ano passado de 3,06% para 3,78%. Há quatro fundos de cobertura de risco com posições curtas acima de 0,5% (Lansdowne Partners, Oceanwood Capital, TT International e Marshall Wace). 

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

WEB SUMMIT 2016 SERÁ EM LISBOA!

O maior evento de empreendedorismo do Mundo vai decorrer em 2016 na cidade de Lisboa.




Para se ter uma ideia do que isto significa, no próximo mês de Novembro em Dublin o Web Summit 2015 terá cerca de 30.000 participantes e é atualmente um dos mais importantes pilares do ecossistema empreendedor global com mais de 90% dos participantes vindos de todo o mundo.

terça-feira, 21 de abril de 2015

Novos Rurais: A maior rede social do mundo não é o Facebook, é a...

Novos Rurais: A maior rede social do mundo não é o Facebook, é a...: A maior rede social do mundo não é o Facebook, é a comida.  A gastronomia é uma das expressões culturais que mais diferencia uma regi...

Movimento Novos Rurais Pessoas mais livres, plenas e felizes! https://www.facebook.com/novosrurais.farmingculture

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Smart Farming : Homens , Máquinas e Natureza …


FOA das Nações Unidas prevê que a população global alcance 8 mil milhões de pessoas em 2025 para atingir 9,6 mil milhões em 2050, concluindo que,  para manter a sustentabilidade no fornecimento, a produção alimentar deve crescer setenta por cento (70%).
Um processo difícil dado que existem obstáculos ao cumprimento dos imperativos de crescimento a saber :

  • A tendência para a estagnação ou mesmo queda no crescimento da produtividade;
  • A disponibilidade limitada de terra arável;
  • As alterações climáticas ;
  •  A crescente necessidade de água potável :
  • O preço e disponibilidade de energia, particularmente a partir de combustíveis fósseis;
  • O impacto da urbanização no fornecimento de trabalho rural - a idade média dos agricutores sobe e em contrapartida os jovens movimentam-se para setores industriais e de conhecimento .
De acordo com um recente relatório do IPCC ( Intergovernmental Panel on Climate Change ) vamos observar efeitos consideráveis do clima sobre a agricultura, incluindo o aparecimento de fenómenos extremos tais como fortes chuvas ácidas, tempestades ainda mais intensas com ondas de calor, que influenciarão negativamente e conduzem à redução da produção de sementes. A agricultura consome cerca de 70 por cento da oferta de agua potável mundial pelo que a gestão da água anda muito próximo da garantia de segurança alimentar. Por forma a enfrentar estes desafios a FAO recomenda que todos os setores agricolas se equipem com técnicas e ferramentas inovadores e em particular as tecnologias digitais.


Onde entra a Agricultura de Precisão ?

Agricultura de Precisão tem como objetivo a otimização da produção por unidade agrícola através da utilização dos mais modernos meios de um modo sustentável, para atingir a melhor performance em termos de qualidade , quantidade e retorno financeiro.
"Smart Farming" faz uso de uma gama alargada de tecnologias que incluem serviços de GPS, sensores e Big Data para a otimização da produção de sementes. Ao invés de substituir o conhecimento especialista do agricultor , os sistemas de suporte a decisão baseados em TIC, suportados em dados de tempo real, podem acrescentar vaor através de informação útil relativamente a todos os aspetos da agricutura,  com um nível de detalhe ou granularidade nunca anteriormente alcançável. A utilização das tecnologias digitais vai permitir uma melhor tomada de decisão que resultará em diminuição de perdas e a maximização da eficiência das operações.

Disciplinas e Novas Competências ...

As disciplinas e competências ( skills ) agora requeridas para um exercício inovador em agricultura uncluem a robótica, imagem baseada em computador, tecnologias de Posicionamento Global ( GPS ), soluções científicas, previsão de clima, soluções tecnológicas de suporte a produção de controlo ambiental e muito mais. A agricultura de Precisão é muitas vezes referenciada como "Smart Farming " ( Agricultura Inteligente ) , um termo “umbrella” para uma comparação mais rapida com as implementações baseadas em M2M ( Machine to Machine) tais como o Smart Metering ( Medição Inteligente ), Smart Cities ( Cidades Inteligentes ) etc ...

Agricultura de Precisão é uma metodologia especializada que se baseia em Tecnologias de Sensores cujo uso está bem dominado em outras industrias tais como na Telemática de Gestão de Frotas, na monitorização de poluentes ambientais, na monitorização de doenças através do conceito de eHealth, na gestão de edifícios para monitorização de silos e um conjunto de aplicações cujos efeitos dependem do contexto específico de produção agrícola. O Tema do "Smart Farming" é muito vasto e não se esgota num único post. Tratando-se  um assunto de importância crescente, resultado do aumento da população global, com a necessidade de compatibilizar a vida dos seres humanos com o crescente aparecimento de fenómenos extremos importa estabelecer as bases para o desenvovimento de um domínio de informação e conhecimento intensivos.
Os dias do "sol a sol" podem estar á beira dos dias "Máquina a Máquina" ( M2M Machine to Machine ) numa relação ciber-física de enormes sinergias entre homens, máquinas e natureza. O desenvolvimento harmonioso de Máquinas Inteligentes, em sintonia com a Inteligência da Natureza pode ser uma fórmula de sucesso que determinará uma realinhamento do homem com o ambiente envolvente, aportando e apelando para uma renovada consciência , através da recuperação da relação que está na base do Crescimento "Verde" com Desenvolvimento Sustentável.

Francisco Lavrador Pires, ( flpires@gmail.com )
Engenharia, Inovação e Desenvolvimento Organizacional

Francisco Lavrador Pires ( francisco.pires@bettertech.pt  )
Head of Business Process Development
Powered by Bettertech - Working Solutions for Better Results

(*) FOA :  Food and Agricultural Organization 
Imagem : Ubiqwa

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Como fazer um plano de negócios



O plano de negócios não é mais do que um documento que sistematiza e apresenta o seu projeto e que dá corpo à sua estratégia.

Se está a pensar lançar um negócio, criar uma empresa e colocar em prática uma ideia fabulosa que acredita que vá fazer a diferença num mercado concorrencial, então saiba que grande parte do sucesso pode estar no seu plano de negócios. O plano de negócios não é mais do que um documento que sistematiza e apresenta o seu projeto e que dá corpo à sua estratégia para destacar a sua ideia entre muitas outras que outros empreendedores tiveram.
O seu plano de negócios deve ser uma ferramenta em formato de documento que contempla a previsão da sua potencial empresa e que poderá ser muito útil na hora de juntar investidores/financiadores e outros parceiros que poderão ser fundamentais para o seu negócio idealizado ver a luz do dia.

Como deve ser estruturado?

Não há formas mágicas para estruturar um plano de negócios, mas segundo o IAPMEI- Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e à Inovação, uma possível estrutura engloba vários tópicos:
- Apresentação do criador e do projeto
- Contextualização do mercado e da envolvente externa
- Definição de metas e objetivos
- Estratégia comercial
- Estrutura da empresa
- Elaboração de previsões financeiras
- Controlo e gestão do negócio
- Investimento necessário
- Anexar documentos e outra informação

Que informações deve conter?

Todos os planos de negócios devem começar com um sumário executivo, mas confira o que deverá estar também na sua “arma” de planeamento.
Sumário Executivo
Esta é a parte fulcral do seu plano de negócios pois servirá de cartão de visita aos potenciais investidores/financiadores da sua empresa ou do seu novo negócio. Aponte para um sumário executivo que não vá além das duas páginas e que seja simples de ler, sem erros de ortografia. Como uma sinopse/trailer podem vender bem um filme, o seu sumário executivo (munido dos números fortes e dramáticos) pode ser fundamental para conseguir avançar com o seu negócio.
Não se esqueça destes elementos: nome do negócio, do produto ou serviço, sector, missão, mercados potenciais para as ideias, pontos fortes e fracos, as qualidades dos empreendedores relevantes para o projeto, os motivos que fazem da ideia inovadora, a estrutura necessária (recursos humanos e investimento) e o que poderá ser o atrativo para investidores, quanto tempo até começar a gerar resultados líquidos positivos.
Apresentação do empreendedor e do projeto
Apresente-se e saiba vender a sua imagem. Para os investidores e financiadores é muito relevante a experiência que já teve em projetos passados, a sua formação e educação, o seu histórico pessoal, bem como o da equipa que pretende incluir no projeto. A missão da empresa ajudará também a passar a sua imagem corporativa, além do nome e do formato legal da mesma. Junte a isto uma descrição bem elaborada sobre o produto/negócio que pretende criar, apontando as vantagens, o que o torna inovador e potencialmente vencedor, bem como se este produto surge com uma nova empresa ou se é um nascimento dentro de uma empresa que já existia.
Contextualização do mercado e da envolvente externa
Conhecer o mercado que se vai enfrentar é um ponto-chave a incluir no plano. Como se caracteriza o mercado, em que estádio de desenvolvimento está, qual a concorrência que vai enfrentar e a tipologia de clientes são variáveis muito importantes para colocar na equação do seu negócio. Existe muita informação publicada sobre os vários mercados e se quiser ir mais longe poderá procurar ajuda nas empresas de análise de mercado.
Definição de metas e objetivos
Ter metas e objetivos bem traçados e definidos é fundamental para o sucesso de um plano de negócios. Nesta área deverão estar assinalados os principais objetivos a cumprir segundo a natureza do plano.
Estratégia comercial
Definidas as necessidades dos clientes no mercado onde se posicionará o produto é tempo de elaborar uma estratégia comercial. O Marketing deverá passar pela identificação de clientes, segmentação de clientes alvo, a definição dos meios a utilizar para potenciar as vendas, a criação de suportes à estratégia de imagem e comunicação bem como pela formação da equipa de vendas.
Elaboração de previsões financeiras
Nas suas previsões financeiras a incluir no plano de negócios devem constar projeções de break even, projeções de vendas, projeções de cash flow, o que vai exigir o tratamento financeira de alguns documentos de previsão. Além disso, devem constar documentos que justificam os custos com pessoal necessário ao investimento, bem como a projeção de financiamento e outros serviços externos indispensáveis.
Controlo e gestão do negócio
Um bom caminho de cativar investidores é mostrar rigor e segurança nos seus números e estratégia. Por isso, é fundamental mostrar que mantém um apertado controlo em áreas como as vendas, os dados financeiros e a produção. Este controlo será mais eficaz se recorrer a ferramentas de software que permitem a sistematização da informação nestas áreas.
Investimento necessário
Nesta área não deverá nunca deixar de incluir o investimento que acarreta o seu negócio, bem como o tipo de investimentos e a forma de os cumprir, através da planificação das amortizações. Os prazos são também determinantes para perceber o período do investimento ligado ao negócio.
Anexar documentos e outra informação
Passadas as primeiras áreas fundamentais do plano, convém adicionar mais informação que dê força às suas ideias de negócio. Inclua os currículos dos promotores da ideia, todas as especificações técnicas sobre produtos, cópias de patentes, cópia do contrato de frachise no caso de existir um plano de negócios para um franchising, documentos financeiros que suportem toda a previsão de custos e de vendas, cópias de contratos com instalações ou outros, bem como acordos com potenciais parceiros no projeto. Além destes há muitos mais documentos que podem sustentar o seu plano e que estão ligados à sua ideia em concreto e à sua forma de apresentação da informação.

O que o faz melhor?

Se está a começar a fazer o seu plano, saiba que este documento será uma espécie de guião da empresa nos seus primeiros momentos de vida. Claro que para realizar o seu guião perfeito terá de ter uma boa equipa, mas o sucesso do empreendedor depende muito de um bom plano de negócios que seja de fácil aplicação e simplicidade. Conheça alguns fatores que podem fazer do seu plano uma história de sucesso para a sua empresa:
- Simplicidade de apresentação e aplicação
- Objetividade, metas e organização, que passam por objetivos a concretizar, as pessoas responsáveis, orçamentos detalhados. Se o seu plano não é realista e não se fundamenta em alicerces concretizáveis está a cometer erros no seu documento estratégico.
- Bom planeamento financeiro, sustentado em bons documentos de previsão e realista.

Erros a evitar

Se está à procura do melhor plano de negócios para a sua ideia ou para a sua empresa já em funcionamento comece por evitar alguns erros. Comece por não fazer previsões financeiras fantasiosas, isto é, criando grandes projeções a mais de um ano. Ninguém sabe ao certo como será o momento de entrada no mercado quanto mais traçar metas em prazos mais longos.
Para lá do prazo, não torne o seu plano um autêntico testamento, muito pouco motivador para quem lê. Aponte para um limite a rondar as 50 páginas e não se esqueça de um bom sumário no princípio do plano que permita explicar em poucas palavras o que está no plano. Além disso, não seja preguiçoso esquecendo a originalidade e a criatividade. Evite utilizar o que todos usariam no texto da sua apresentação.
Procure ainda não ser demasiado otimista. Ainda que esteja a vender a sua criação empresarial mantenha os seus pés bem assentes na terra e não tome como garantidas algumas fases do crescimento as sua empresa. Tudo o que lhe parece óbvio convém estar bem fundamentado no seu plano de negócios, em anexo, por exemplo. Não acredite que o seu produto vai ser vendido porque lhe parece um produto genial (justifique e racionalize a sua “certeza”), não acredite que os concorrentes vão responder como você responderia à entrada de uma nova empresa ou produto no mercado – tenha em conta todas as possibilidades de resposta. No fundo, prepare o seu plano para todos os riscos fundamentando bem a sua análise.

Como posso usá-lo e ter sucesso?

O plano de negócios é uma ferramenta essencial no sucesso da sua nova empresa ou no seu novo negócio/produto. A razão é simples: com toda a informação esquematizada estará mais preparado para os riscos e tempos difíceis no arranque do seu negócio. Além disso, ter um plano é crucial para obter financiamento para as suas ideias inovadoras, mas não se esgota nessa missão porque planear e prever deverá fazer parte do léxico de qualquer empreendedor.
Para finalizar este capítulo, um bom plano de negócios não é uma peça de arte para ficar em exposição. Ele é um guia que deve seguir na sua atividade materializada a sua ideia em empresa ou negócio novo. Seja rigoroso na hora de seguir as orientações que traçou.

Tipos de planos de negócios

A vida da empresa pode pedir diferentes tipos de planos de negócios. Aqui ficam dois que podem fazer parte de qualquer empresa.
Plano de negócios inicial (startup plan)– É o plano de negócios por excelência, que pode conduzir ao lançamento da empresa. Preocupe-se fundamentalmente com: explicar bem o seu novo produto ou serviço, criar um suporte de sucesso à ideia que tem em mente agrupando a melhor equipa para o conseguir.
Plano de Crescimento/Expansão – Neste caso o plano pode ser interno (não precisar de financiamento) ou externo (necessário financiamento) e pressupõe que exista um novo produto ou negócio ligado à empresa já existente. Deverá preocupar-se pelo menos em demonstrar a qualidade financeira do novo negócio e será muito relevante a experiência de gestão da empresa já existente.

Dimensões vencedoras

Como se explicou acima, não convém preparar um plano de negócios que seja um peso para quem o lê. Embora todos os elementos necessários devam estar nas suas páginas, a verdade é que convém tratar a informação de forma simples e com boa leitura para financiadores, investidores, sociedades de capital de risco. Muitas vezes a dimensão depende também desta facilidade de leitura já que dependerá dos elementos gráficos, da complexidade de informação e da forma como está apresentada.
Aponte para um plano de negócios que numa leitura rápida responda às principais questões de quem o lê. Tempo é dinheiro e 15 minutos podem ser suficientes para perceber se o seu plano contém uma ideia de sucesso. Além disso, saiba que algumas entidades que promovem concursos limitam as páginas do seu plano a um número que pode rondar as 30, mas muitos planos vão até às 50 páginas. Não cometa erros fixando o seu plano nestas métricas de páginas porque ter 30 páginas densamente preenchidas e de difícil compreensão pode ser pior do que ter 50 páginas de simples leitura e bem apresentadas.
Mantenha uma larga percentagem de páginas de texto e outras com elementos gráficos que suportem o seu plano, acrescentando nas principais páginas os elementos-chave do ponto de vista financeiro.

Faça um teste ao seu plano

Se tem o seu plano concluído, está na hora de fazer o teste para saber se tem o que precisa para ter sucesso. Será que o seu plano dá respostas sobre quem está por detrás da ideia, os seus fundadores, a sua educação e formação, a sua experiência profissional, a sua reputação no mercado empresarial ou feitos de empreendedorismo? Faça perguntas que procuram boas respostas no seu plano.
1. O plano é realista nos objetivos e formas de sucesso?
2. O plano contempla os riscos potenciais?
3. Quem são os empreendedores e que reputação mantêm ao nível pessoal e profissional?
4. Qual é a equipa que vai levar avante o projeto?
5. Têm a melhor equipa para o tipo de projeto?
6. O que move os empreendedores?
7. Como podem responder aos fatores de risco do negócio?
8. Estão os empreendedores preparados para tomar decisões difíceis?

domingo, 27 de julho de 2014

Rede de contactos

rede de contactos artigo




















Conheça as dicas para melhorar as suas capacidades de ‘networking’ investindo pouco tempo e dinheiro.

“Nenhum homem é uma ilha”, já dizia o poeta inglês do século XVII, John Donne, sem adivinhar que 400 anos mais tarde a sua afirmação se adequaria plenamente ao mundo moderno do empreendedorismo e dos empreendedores. A verdade é que a missão de empreender não pode, nem deve, ser solitária, sob pena do seu negócio estar destinado ao fracasso desde o primeiro minuto. Mesmo que seja tímido ou inseguro, e tenha dificuldade em iniciar uma conversa com desconhecidos, se o empreendedorismo é a sua vocação terá forçosamente de construir, manter e melhorar a sua rede de contactos todos os dias. Os contactos certos, feitos na hora certa, permitirão angariar potenciais parceiros de negócio e cativar investidores para a sua ‘startup’.

Conheça as dicas propostas pela revista Forbes para melhorar as suas capacidades de ‘networking’ e expandir a sua rede de contactos, sem gastar dinheiro e investindo pelo menos 15 minutos do seu tempo, diariamente.


1 – Comece com um bom plano

Se tem por hábito estabelecer planos de ação para as diferentes áreas do seu negócio, a rede de contactos não deverá ser uma exceção. Não deixe o ‘networking’ ao acaso e invista algum do seu tempo a planear quais os contactos vitais e indispensáveis para a sua empresa. Responda às perguntas: Quem preciso mesmo de contactar se quero ter sucesso? Quais os grupos que quero seguir ou empresas que sejam potenciais parceiras de negócio? Como entrar em contacto? Tome nota das suas respostas e organize-as por ordem de prioridade no seu plano de ‘networking’. Estabeleça um plano de ação e cumpra-o.


2 – Selecione bem as oportunidades de ‘networking’

No seu dia-a-dia de empreendedor, o tempo é um dos bens mais escassos, por isso deve geri-lo da melhor forma. Escolha os eventos, conferências e palestras com maior probabilidade de estabelecer bons contactos para a sua empresa. Da mesma forma, utilize as redes sociais de forma estratégica. Não faça contactos só por fazer. Analise aqueles que mais vantagens trazem ao seu negócio.


3 – Comporte-se como um anfitrião

Quando organiza uma festa em sua casa, esforça-se para receber bem os convidados e para trocar pelo menos “dois dedos de conversa” com cada pessoa, certo? O mesmo princípio deve aplicar-se aos eventos em que participa. Não basta treinar o seu ‘pitch’ e levar no bolso muitos cartões profissionais. Olhe ao seu redor e identifique as pessoas com quem quer falar, aproxime-se e estique a mão para as cumprimentar, fale com naturalidade e faça o seu interlocutor sentir-se confortável, como se fosse o anfitrião do evento. O mesmo princípio pode ser aplicado se o contacto for feito via telefone, e-mail ou redes sociais.


4- Aposte em contactos efetivos

O objetivo não é distribuir e colecionar cartões profissionais, mas estabelecer contactos efetivos e de qualidade, que darão frutos no futuro. Mesmo que o seu negócio tenha muitos amigos e seguidores nas redes sociais, isso não quer dizer que todos esses contactos representam uma real hipótese de se traduzir numa mais-valia para o projeto. Aposte em relações pessoais e reais com os seus contactos, apostando sobretudo na comunicação cara-a-cara.


5- Mantenha a sua rede de contactos atualizada

Ditam as regras do Linkedin que o ideal é ter no seu perfil 500 contactos ou mais para melhorar a sua reputação como empreendedor, mas a verdade é que, neste caso, quantidade não é sinónimo de qualidade. Na era das redes sociais, nunca foi tão fácil “fazer amigos” no Facebook, LinkedIn ou Twitter. Para evitar ter a sua lista de contactos cheia de pessoas que nunca serão úteis para o seu negócio, faça atualizações frequentes e apague os “contactos” que já não lhe são úteis.


6 – Ajude os outros a terem sucesso

A regra é básica: se quer ver o seu trabalho e a sua empresa serem alvo de recomendações positivas, deverá também recomendar os projetos de outras pessoas que façam parte da sua rede de contactos. Recomende para ser recomendado, mas faça-o de forma sincera e não apenas para obter um favor em troca.


terça-feira, 8 de julho de 2014

A Projetização das Organizações


Os ambientes de incerteza que caraterizam as sociedades de conhecimento intensivo convocam pessoas, empresas e organizações, para superiores níveis de organização das ideias ( ideação ) e  projetos ( projetização) , estabelecendo como que outras formas de consciência metodológica, mais condizente com o crescente volume, variedade e velocidade dos dados e da informação.
Organização por Projetos oferece um mindset que se aproxima da maturidade das disciplinas de Gestão e Liderança de Projetos e onde a institucionalização do ESCRITÓRIO DE PROJETOS( Project Office )  aparece como um Aceleradorfundamental, para elevar os níveis de capacitação da empresas e dos colaboradores para a realização de Processos de Alto Rendimento em tempo real e/ou quase real.
A institucionalização da Liderança e Gestão de Projetos através de ambientes de Project Office determina que as pessoas, empresas e instituições devem adquirir um Skillset ( conjunto de habilidades e de competências ) que lhes permitam endereçar as Áreas de Gestão do Conhecimento em Projetos como sejam (*)   :

1.Gestão da INTEGRAÇÃO de Projetos
2.Gestão do ESCOPO ou ÂMBITO do Projeto
3.Gestão do TEMPO do Projeto
4.Gestão de CUSTOS do Projeto
5.Gestão da QUALIDADE do Projeto
6.Gestão dos RECURSOS HUMANOS do Projeto
7.Gestão da COMUNICAÇÃO do Projeto
8.Gestão dos RISCOS do Projeto
9.Gestão das AQUISIÇÕES do Projeto
10.Gestão dos STAKEHOLDERS do Projeto

Para além das habilidades ( Skillset ), é essencial que as pessoas,  empresas e instituições se apropriem das infraestruturas e Ferramentas de Software para a Gestão e Liderança de Projetos, com vista a disporem dos instrumentos que lhes permitem instituir Modelos de Organização capazes de lidar com multiplas tipologias de projetos, processos  e contratos desde os mais simples aos mais complexos, sempre com elevados níveis de rendimento e de garantias de qualidade.
A Framework Internacional do PMI ( Project Management Institut ) e o seu livro de referência ( PMBOK, Project Management Body of Knowledge) aparecem como instrumentos de base necessários ao estabelecimento progressivo da PROJETIZAÇÃO DAS ORGANIZAÇÕES.
O atual estágio de desenvolvimento da Sociedade e da Economia estimula a PROJETIZAÇÃO DAS ORGANIZAÇÕES, promovendo as operações dentro de quadros sempre negociáveis de Projeto como forma de introduzir os níveis de flexibilidade com transparência, mas também de eficiência e eficácia para a realização Racional de Investimentos, garantindo Valor pessoal, empresarial e institucional ( Value for Money ) com monitorização dos riscos de Projeto (Value at Risk) sempre em níveis superiores de qualidade ( Quality Assurance) em Equipas, Redes e Ecologias de Alto Rendimento.

Francisco Lavrador Pires,
Engenharia, Inovação e Desenvolvimento Organizacional
(*) – Áreas de Conhecimento da Gestão de Projetos segundo o PMBOK do PMI.
PMI – Project Management Institut
PMBOK – Project Management Body of Knowledge
Imagem : Organizing 

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Facebook Messenger passa a permitir chamadas nos telemóveis


Aplicação para smartphones passa a concorrer com os serviços de voz dos operadores. 

O Facebook já permitia chamadas através do chat há algum tempo, mas no Messenger (aplicação para iPhone e Android) essa funcionalidade não estava disponível. Até agora.

Com a nova atualização da app, passa a ser possível fazer chamadas entre utilizadores do Messenger desde que tenha um iPhone ou Android. O Windows Phone ficou fora da atualização.

Para fazer as chamadas é apenas necessário que os intervenientes tenham a aplicação instalada e ligação à Internet.

Esta aplicação junta-se assim ao Skype e ao Viber nos serviços de chamadas gratuitas através da web.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Os Símbolos da Geração “Maker” …


(…) Em mais um daqueles “turning points” o mundo prepara-se para acolher  “wearables” ( tecnologias de vestir ), “drivables” ( veículos sem condutor) , “flyables” ( veículos aéreos controlados remotament ), “shipables” ( unmanned cargo ships – barcos controlados a partir de doca-seca ), “scannables” objetos rastreáveis através de etiquetas de dados , ao mesmo tempo que se desenvolvem as industrias “on demand” de concepção, prototipagem e produção rapida através de impressão 3D.

Recordo bem o início dos anos noventa quando Louis Gartner reinventou a IBM para lhe oferecer um novo fôlego e outras capacidades para enfrentar o prodigioso mundo da Internet, então a começar a invadir a esfera comercial após um longo período de maturação nos meios militares e académicos.
A substituição de um CEO ( Diretor Executivo) ao nível de grandes empresas não é um ato vulgar, trata-se de um dos momentos mais interessantes para se perceberem prospetivas e o reconhecimento de novas oportunidades.
Satya Nadella, o novo lider da Microsoft já seleccionou o target com o qual pretende fazer o alinhamento da Microsoft com o futuro : o imenso potencial de uma geração de desenvolvedores NÃO-PROFISSIONAIS abaixo dos 30 anos ! . Parece simples o reconhecimento de uma geração de Nativos Digitais que, em 2020, será já a maioria nas empresas e com eles aportam novas formas de trabalhar e dirigir em Ecologias de Aprendizagem e Produção rumo à sustentabilidade num Mundo Altamente “Datificado” e com a missão de gerir e digerir a produção de cerca de 35 Zettabytes de dados por ano. É Obra !
As Plataformas de Programação de Código Aberto estão no terreno para coincidir com um período alto de maturação do movimento “Maker” e dar origem sociológicamente à geração “Maker”,  conduzida por competências básicas de um saber-fazer programável computacionalmente, permanentemente objetivavel e recombinante através de um sentimento global do tipo  “ Why Not ?
A simbologia já está no terreno na forma visível através de “wearables” ( tecnologias de vestir ), “drivables” ( veículos sem condutor) , “flyables” ( veículos aéreos controlados remotament ), “shipables” ( unmanned cargo ships – barcos controlados a partir de doca-seca ), “scannables” objetos rastreáveis através de etiquetas de dados , ao mesmo tempo que se desenvolvem as industrias “on demand” de concepção, prototipagem e produção rapida através de impressão 3D.
As novas gerações não são melhores nem piores do que aquelas que as precederam, são apenas e tão só : diferentes. E é essa diferença que vai dinamizar o novo Sistema Operativo das Ecologias em Redes nas sociedades do século XXI.
Compreender a semiótica do desenvolvimento da Internet Industrial à luz das Humanidades Científico-Digitais através dos novos símbolos da Geração “Maker”, e a criação de Laboratórios de Antropologia Cultural capazes de ajudar a tornar inteligíveis toda uma gama de trabalhos do Futuro,  é uma necessidade imperiosa que determina uma resposta societal estratégicamente refletida e socialmente responsavel.
Os Cidadãos do Futuro estarão sujeitos a uma Taxa de Aprendizagem , paradoxo de paradoxos, que deverá ser igual ou maior à Taxa de Desaprendizagem assim como que , a correr para a Sabedoria !.

Francisco Lavrador Pires ( flpires@gmail.com)
Engenharia, Inovação e Desenvolvimento Organizacional

Via eLearning Club em http://elearningclub.blogspot.pt/

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Twitter testa novo visual e fica parecido com Facebook

Reprodução

O Twitter começou a testar um novo layout que transforma o perfil do usuário em uma página muito parecida com a do Facebook. Por ora, a mudança está sendo analisada apenas por uma pequena base de pessoas cadastradas no microblog.