terça-feira, 9 de novembro de 2010

Fundação de Bill Gates apoia cientistas portugueses pela primeira vez


A Fundação Melinda e Bill Gates vai financiar pela primeira vez o trabalho de cientistas portugueses, depois de ter premiado dois projectos de investigação na área da Malária, devendo cada um destes projectos receber uma bolsa de cerca de 70 mil euros.

Miguel Soares, do Instituto Gulbenkian de Ciências e que coordena uma equipa que estuda os processos que regulam a inflamação e de que forma podem ser úteis para o combate à malária, explicou o projecto em que está envolvido.

«Sabemos que os seres humanos produzem uma quantidade enorme de anti-corpos e produzem anti-corpos contra uma molécula muito específica que é expressa nas bactérias da nossa flora intestinal», começou por dizer.

Miguel Soares adiantou ainda que os cientistas portugueses argumentam perante a Bill and Melinda Foundation que estes anti-corpos provavelmente servem para «proteger crianças de relativamente baixa idade contra a capacidade de o mosquito de os infectar com o plasmódio que causa malária».
«Portanto, o mosquito vem e pica-lhes na pele e quando injectam o prosduito os anti-corpos agarrariam no prosduito, que causa a malária, e mimpedem no fundo de começar a infecção», explicou.

Por seu lado, Miguel Prudêncio, do Instituto de Medicina Molecular do Porto, cuja equipa também é apoiada por esta fundação, procura avanços em busca de uma vacina, estando agora fase de perceber os efeitos de um parasita modificado nos roedores.

Este cientista explicou que foi acrescentada uma proteína característica do parasita que infecta humanos num parasita de roedores, que antes da modificação não causa doença nos seres humanos.

«O que esperamos é que este parasita assim modificado seja capaz de despoletar uma reacção imunitária no hospedeiro humano sem contudo ter a pssibilidade de causar doença num ser humano, porque não é naturalmente um parasita que infecta humanos», concluiu.


Sem comentários:

Enviar um comentário