quinta-feira, 4 de novembro de 2010

OCDE revela maior abrandamento da economia

                                 Fotografia © Reuters



Um relatório da OCDE revelou, hoje, que o abrandamento da economia será ainda mais pronunciado do que o previsto. "A recuperação da economia mundial permanece frágil", avançou o relatório publicado na perspectiva da cimeira do G20 em Seul, nos dias 11 e 12 de Novembro.

O ritmo da recuperação económica mundial diminuiu desde o início do ano, e essa desaceleração é mais acentuada do que o esperado nos países da OCDE - da qual Portugal faz parte -, segundo um relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), divulgado hoje.

O crescimento dos negócios e do comércio enfraqueceu desde o início do ano, em parte devido aos incentivos fiscais reduzidos, e na área da OCDE, a desaceleração é mais acentuada do que o esperado", indicou também o relatório.

A OCDE espera agora um crescimento de 2,5% a 3% nos países da Organização ainda este ano, de 2% para 2,5% em 2011 e 2,5% para 3% em 2012.

Na sua última previsão -  no final de maio - a Organização previu um crescimento de 2,7% em 2010 e 2,8% em 2011 na área da OCDE. Em 2012, o crescimento nos países da zona do euro seria apenas 1,75% para 2,25%, segundo a OCDE.

No entanto, a OCDE está alarmada com as dívidas e os défices, que atingiram "níveis insustentáveis."

"O simples estabilizar os níveis de endividamento na maioria dos países vai exigir um esforço histórico compreendido entre 6% e 9% de redução do produto interno bruto (PIB)", disse o secretário-geral da OCDE, Angel Gurria. "Mas na verdade o esforço será ainda maior na redução da dívida para níveis aceitáveis", acrescentou.


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