quinta-feira, 17 de março de 2011

Creating Entrepreneurial Opportunities - Um clube de combate

                    
Mais fãs, mais eventos e mais ideias de negócio. O CEO, um clube de jovens estudantes, quer ser sinónimo de confiança e de credibilidade no empreendedorismo português. A corrida já começou.
João Vilar, 26 anos, e Tiago Rodrigues, 22, conheceram-se no mestrado de Gestão da Universidade Nova de Lisboa. Foi na cadeira de Empreendedorismo que resolveram avançar com um clube de empreendedores.

Amigo traz amigo. E os amigos trouxeram amigos demais. De todos aqueles que tentaram juntar-se ao CEO - Creating Entrepreneurial Opportunities, ficaram 12 membros. "Queremos ajudar as pessoas a lançarem os seus negócios", explica Tiago Rodrigues. O processo divide-se em três fases: criar mais fãs de empreendedorismo, através de eventos, identificar quem quer efectivamente empreender e ajudar os verdadeiros empreendedores a criarem as suas "startups". 

O clube divide-se em duas partes: CEO Venture e CEO Social. A vertente social funciona com uma equipa própria e é nessa que precisam de mais voluntários. As características dos projectos são diferentes, bem como as parcerias, mas a primeira tentará ajudar sempre a segunda, nem que seja através do financiamento. 

Nesta área, já têm um projecto em andamento, em parceria com a Junta de Freguesia de Campolide, em Lisboa. Objectivo: melhorar os cuidados médicos básicos da população idosa, como fazer análises, medir o nível de glicemia ou mudar pensos. Querem encontrar um espaço e fazer parcerias com as universidades de Medicina e as escolas de Enfermagem, para que se inclua este trabalho na formação dos estudantes. 

O Ignite foi o palco da estreia do clube. A casa esteve cheia: cerca de 510 pessoas assistiram ao evento. O objectivo é que o seu logótipo seja um sinónimo de confiança e de credibilidade. "Damos tudo para termos o melhor evento e queremos que as pessoas saibam que quando o CEO entra é para marcá-las." 

No primeiro ano, querem ajudar a lançar uma ou duas "startups". Por enquanto, lançam um incentivo aos jovens: oferecem um pacote d'A Vida é Bela à melhor ideia que lhes for apresentada. Querem recolher o maior número de ideias possível, seleccionar as melhores e verificar quem está por trás do projecto. "Isso é a parte mais importante. Se os próprios criadores não estiverem dispostos a avançar, então não somos nós que o vamos fazer. E fácil ver onde está a motivação, basta testar a coisa durante um mês", diz João Villar. 

Além disso, vão ter "olheiros" nas aulas que estão ligadas ao empreendedorismo, atentos às melhores ideias, e tentar desenvolver os seus próprios projectos. Em breve, vão testar a ideia de um membro do clube: uma plataforma de "crowd financing" (captação de recursos via multidões). 

Os jovens empreendedores não querem que o CEO se resuma à Universidade Nova de Lisboa. O clube já teve propostas da Universidade Católica e do ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa para fazer um "franchising" do conceito. Mais: estão a tentar estabelecer parcerias académicas, com marcas e estratégicas, como patrocínios, capital, comunicação, entre outras. Já têm algumas empresas interessadas, mas não avançam com nomes. "Tivemos uma proposta para gerir uma incubadora, onde podemos colocar as nossas 'startups' e sermos responsáveis pela sua gestão", adianta Tiago Rodrigues. 

O clube de empreendedorismo quer estar associado a tudo o que se relaciona com o tema, seja como organizadores ou patrocinadores. E anda à procura de voluntários que se queiram juntar à equipa.



Sem comentários:

Enviar um comentário