domingo, 27 de março de 2011

EMPREENDEDORISMO NA ECONOMIA DIGITAL – ESPÍRITO EMPREENDEDOR EM AÇÃO

A economia digital oferece grande variedade de ferramentas gerenciais e práticas, como a incubação de empresas que materializam as idéias em instalações de tijolo e cimento. O empreendedor alavanca ativos e capacidades para a criação de novos negócios.
Tais ferramentas e práticas podem ajudar empreendedores a desenvolver a capacidade de criar novas empresas, por meio de incubadoras. É facilitar o crescimento mediante o acesso ao processo de incubação de empresas de base tecnológica, fundamentadas em investigação e desenvolvimento.
O empreendedor cria valor ao desenvolver novos negócios por meio de incubação de start-ps (empresas iniciantes). Na realidade, deve transformar-se em agentes de mudança que toda empresa necessita. Como o ambiente se transforma numa selva virgem, é preciso que alguém esteja disposto a liderar a empresa para atingir os objetivos.
Quociente de inteligência e conhecimentos técnicos são importantes, mas a inteligência emocional é condição “sine qua non” para o empreendedorismo eficaz.
Todos nós já ouvimos histórias sobre empreendedores extremamente inteligentes e altamente preparados, que criam empresas e fracassam. Também temos conhecimento de trajetórias profissionais de pessoas com capacidade intelectual e conhecimentos técnicos nada excepcionais que empreendem, tendo um tremendo sucesso.
Casos como esses confirmam a crença, amplamente aceita, de que identificar pessoas com os perfis corretos para se tornar empreendedores é mais arte do que ciência. Mesmos empreendedores consagrados têm estilos distintos, e situações que exigem estilos diferentes.
Há, então, algum elemento comum a todos os empreendedores que sirva de porto seguro para quem está à procura de uma metodologia de formação de empreendedores? Um alto grau de inteligência emocional é o que nos ensina a inteligência emocional.
As pessoas nascem empreendedoras ou desenvolvem essa qualidade com suas experiências de vida? Ambas as alternativas estão corretas. Acreditamos que há componente genético no fenômeno do empreendedorismo, mas também aumenta quando os indivíduos participam de programas de desenvolvimento de seu espírito empreendedor.
Para isso, esses candidatos a empreendedores devem ser estimulados a abandonar hábitos antigos e estabelecer novos, o que leva tempo e exigem muitas vezes uma abordagem individualizada. De modo geral, é preciso motivar o empreendedor para aprender a mudar e se acostumar a ter feedback das outras pessoas.
Seria interessante que os empreendedores contassem com os cinco componentes da inteligência emocional, autoconhecimento, autocontrole, automotivação, empatia e sociabilidade.
Hoje percebemos que, para o bom desempenho, é imprescindível que os empreendedores tenham esses ingredientes do espírito empreendedor em ação:
a) Autoconhecimento - Capacidade de reconhecer e compreender estados de espírito, emoções, impulsos, bem como o efeito desses aspectos sobre outras pessoas. Autoconfiança, auto-avaliação realista e capacidade de rir de si mesmo;
b) Autocontrole - Capacidade de controlar ou redirecionar impulsos e estados de espírito perturbadores; propensão a não julgar e a pensar antes de agir. Confiança e integridade, bem-estar na ambigüidade e abertura a mudanças;
c) Automotivação - Paixão pelo trabalho por motivos que não dinheiro ou status, propensão a perseguir objetivos com energia e persistência. Forte impulso para alcançar o objetivo, otimismo, mesmo diante do fracasso e compromisso com a empresa;
d) Empatia - Capacidade de compreender a constituição emocional dos outros, habilidade para tratar as pessoas de acordo com suas reações emocionais. Habilidades para atrair, formar e reter talentos, sensibilidade intercultural, criar, manter e fidelizar clientes.
e) Sociabilidade - Competência para administrar relacionamentos e criar redes, capacidades de encontrar pontos em comum e cultivar afinidades. Eficácia para liderar a mudança, persuasão e experiência em construir equipes e liderá-las
Os empreendedores e empreendedoras têm agora o poder de escolha. Ao olharem para dentro de si e procurarem respostas para questões de natureza prática, mas também filosóficas como:
a) o que me faz sentir realizado (a);
b) qual/quais são minhas habilidades;
c) em que área do trabalho mais me identifico;
d) principalmente: o que eu quero do/com o futuro; e
e) o que estou semeando.
O empreendedor dever, ser capaz de sintetizar todas as forças internas e externas harmônicas e desenhar o melhor cenário possível para empresa. O mercado recompensa o mérito, a capacidade, a coragem de correr riscos, a sorte e o sucesso dos empreendedores por meio do lucro (a justa recompensa pelo risco que correu).
Somente é possível que a inovação aconteça na vida organizacional quando a cultura realmente estimula que se corram riscos no que diz respeito à tecnologia.
O ritmo vertiginoso de mudança tecnológica somente é superado pelo do conhecimento, cerca de 12% do que sabemos hoje surgiu nos últimos cinco anos.
Pensar diferente é a postura que um empreendedor deve adotar para dar a volta ao mundo dos negócios. Por exemplo, tentar resolver um problema começando pelo fim, encontrar soluções ao imitar a natureza ou apenas, ter uma sorte danada e uma ingenuidade total. É criar como um Deus, comandar como um rei, trabalhar como um escravo.
É ser impiedoso com preconceitos e ideias pré-concebidas. Os empreendedores revolucionam: pensam de forma diferente para alterar as regras. Por definição, se não se mudam as regras, não é um empreendedor, e se não se pensa diferente, não se mudam as regra.
Os empreendedores têm características comportamentais que os diferenciam dos demais indivíduos. Recusam-se a resolver os problemas da forma como são apresentados. Em vez disso, utiliza esquemas de pensamento inovadores.
Tentam identificar:
a) segmentos de clientes novos ou inexplorados em que se concentrar (um novo “quem”);
b) novas necessidades de clientes que nenhum concorrente satisfaz (um novo “o quê”); e c) novos meios de produzir, entregar vender ou distribuir (um novo “como”).
A Amazon.com recusou o modelo de necessitar de uma livraria física, em vez disso, alterou as regras do comércio de livros.
O segredo para vencer a corrida dos negócios pode não estar nas qualidades evidentes, mas na capacidade de inovar, de se adaptar sem perder a essência.
Estamos diante de um novo conceito associado à idéia de mudança: “resiliência”. Tomado emprestado da engenharia, define-se como a capacidade de se adaptar constantemente diante de circunstâncias adversas, mantendo a essência da organização, mas com mudanças de processos e condutas.
O empreendedor opera em um determinado contexto ambiental – junto a um conjunto de expectativas que são compartilhadas, estabelecidas, embutidas em uma organização, comunidade profissional, ou na sociedade como um todo.
Um dos maiores desafios da era em que vivemos reside no fato de que, à medida que conquistamos acesso a um número maior de informações, paradoxalmente temos menos condições de gerar conhecimento, a partir dessas informações .
O empreendedorismo não existiria se as pessoas com espírito empreendedor não tivessem uma alta tolerância ao fracasso. Uma sociedade empreendedora admira os indivíduos simplesmente por tentarem realizar alguma coisa. E, quanto mais obstáculos enfrentarem, maior será a admiração.

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