terça-feira, 30 de agosto de 2011

Crowdsourcing mostra novo jeito de se trabalhar


Evento discute crowdsourcing
Não só as empresas, mas toda a sociedade deveria prestar mais atenção ao crowdsourcing, que desenha um novo modelo econômico e tem potencial para delimitar os próximos passos do desenvolvimento humano e tecnológico. Na opinião de especialistas, a colaboração precisa deixar de ser vista como mero instrumento de trabalho para se tornar coeficiente de um novo estilo de vida.
 
“Está faltando na reflexão do crowdsourcing o ‘pra que tudo isso?’”, diz o fundador e CEO da Itsnoon, Reinaldo Pamponet. Durante a 1ª Conferência Crowdsourcing, Co-criação e Comunidades, ocorrida nessa segunda- feira, 29, em São Paulo, Pamponet se reuniu com outros entendidos no assunto a fim de mostrar qual caminho deve ser seguido em relação a esse tipo de trabalho. “Estamos começando a ouvir pontos de vista que a gente nunca escutou.”
 
O crowdsourcing tem sido motivo de discussão por conta das possibilidades que oferece, principalmente no tocante à redução de custos de produção e desenvolvimento. Trata-se do modelo em que a máxima “duas cabeças pensam melhor do que uma” é substituída por uma em que se relate: “muitas cabeças pensam ainda melhor.” “Estamos ajudando a desenvolver um novo modelo econômico”, diz Pamponet. “Um mundo em que as pessoas não precisam ir ao escritório para trabalhar.”
 
A conta é simples, mas ainda não foi enxergada em todo seu potencial; a exemplo disso, o diretor geral da Campus Party Brasil, Mario Teza, contou que o colaboracionismo não havia sido percebido em seu evento até o dia em que, na Espanha, uma empresa quis comprar a ideia de um dos campuseiros. A Campus hoje mantem uma plataforma para troca de ideias chamada Campus Labs, com quase 134 mil cadastrados nas mais diversas áreas da tecnologia. Até então, segundo ele, não existia um evento que agregasse todo mundo. “O espaço pode ser físico ou virtual. Nós temos os dois.”
 
Uma das cabeças do evento, a Telefônica/Vivo foi representada por seu gerente de responsabilidade socioambiental, Luis Fernando Guggenberger, contando que o crowdsourcing ajudou a Vivo a levar projetos à Amazônia sem precisar de grandes truques de engenharia, mas com a comunidade. “O marketing tem essa visão errônea de que os clientes têm de ser fãs da marca. Nós é que temos de ser fãs dos clientes”, disse. A própria política de sustentabilidade da empresa foi construída sob a consulta colaborativa dos funcionários.
 
O fundador da Itsnoon considerou equivocada a afirmação de que há muito dinheiro por poucas ideias no mercado de crowdsourcing e Mario Teza disse que é importante os envolvidos não se sentirem explorados: “Não focamos nas ações que venham a baratear os custos da empresa.” Segundo ele, o negócio é inovação. “No primeiro contato de uma marca com a Campus Party ela pensa que aquilo é uma zorra”, comentou. “Mas depois que conhece, ela adora.”
 
Guggenberger criticou a falta de atitude ao dizer que brasileiro gosta muito de discutir e teorizar sem pensar em soluções práticas. “Ninguém quer a receita, todo mundo quer a cópia. E ninguém quer a cópia pra remixar, quer para copiar mesmo.”
 
“Tudo o que é aberto, que tem possibilidade de mobilizar multidões, precisa ser feito com alegria”, explicou Pamponet. “E se tem uma coisa que o Brasil tem de sobra - mas está em baixa - é alegria.”
 
Por Leonardo Pereira

Via: Adnews 

1 comentário:

  1. Até que enfim o tema começou a ganhar força no Brasil.
    Já existem alguns sites colaborativos como o www.fixdeia.com.br, um tipo de rede social que conecta as pessoas através de ideias, é um exemplo de crowdsourcing q funciona como motor de criatividade para as empresas q souberem aproveitar.

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